Como escolher o índice de reajuste de aluguel ideal: guia prático para contratos atualizados
Aprenda a escolher o índice de reajuste de aluguel (IGP-M, IPCA ou IVAR), comparar prós e contras e renegociar contratos sem surpresas.
Você já se pegou pensando em como o valor do seu aluguel é reajustado anualmente? Ou, como proprietário, se questionou se o índice escolhido realmente protege seu investimento? Se a resposta for sim, você não está sozinho.
A escolha do índice de reajuste de aluguel é um ponto crucial em qualquer contrato de locação, capaz de gerar tranquilidade ou, infelizmente, muitas dores de cabeça.
Com as constantes mudanças no cenário econômico, entender as nuances por trás do IGP-M, IPCA e IVAR se tornou mais do que uma curiosidade, é uma necessidade para garantir um contrato justo e equilibrado para todos os envolvidos.
Neste guia prático, vamos desmistificar os principais índices de reajuste, comparar suas características, vantagens e desvantagens, e oferecer um checklist claro para te ajudar a tomar a melhor decisão.
Nosso objetivo é que, ao final da leitura, você se sinta seguro para definir ou renegociar o índice do seu aluguel, evitando surpresas desagradáveis e construindo um relacionamento de confiança entre locador e locatário. Afinal, um contrato bem informado é a base para uma locação sem preocupações.
O que é o índice de reajuste de aluguel e por que ele existe?
Para começar, é fundamental entender o conceito por trás do índice de reajuste de aluguel. Em termos simples, ele é um mecanismo financeiro que busca atualizar o valor da locação ao longo do tempo, compensando a perda do poder de compra da moeda devido à inflação.
Imagine que o valor de um aluguel fosse fixo por anos: com o tempo, o dinheiro recebido pelo proprietário valeria menos, e o inquilino estaria pagando um valor desatualizado em relação ao mercado. É para evitar essa defasagem que os índices de reajuste são aplicados.
A base legal para essa prática está na Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), que estabelece as regras para as locações de imóveis urbanos no Brasil. De acordo com a lei, o contrato de aluguel deve prever, de forma clara, qual será o índice utilizado para o reajuste anual.
É importante ressaltar que esse reajuste só pode ser aplicado uma vez a cada 12 meses, garantindo previsibilidade e estabilidade para ambas as partes. Essa periodicidade mínima é uma salvaguarda contra aumentos arbitrários e garante que o inquilino tenha tempo para se planejar financeiramente.
O reajuste não é um aumento aleatório, mas sim uma correção monetária que visa manter o equilíbrio econômico do contrato. Ele reflete as variações da economia, seja no custo de vida, nos preços de produtos e serviços, ou até mesmo no custo da construção civil.
Compreender essa função é o primeiro passo para desmistificar o processo e enxergar o índice não como um vilão, mas como uma ferramenta essencial para a saúde financeira do contrato de locação.
Os principais índices do mercado: IGP-M, IPCA e IVAR
No Brasil, três índices se destacam quando o assunto é reajuste de aluguel:
o IGP-M, o IPCA e, mais recentemente, o IVAR. Cada um possui uma metodologia de cálculo diferente e, consequentemente, impactos distintos nos contratos. Vamos conhecê-los em detalhes:
IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado): O "antigo" padrão
Por muitos anos, o IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi o índice mais utilizado nos contratos de aluguel, ganhando até o apelido de "inflação do aluguel".
Sua composição é bastante abrangente, refletindo a variação de preços em diferentes setores da economia:
- 60% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação de preços no atacado.
- 30% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que acompanha o custo de vida das famílias.
- 10% do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que reflete os custos do setor de construção civil.
Essa composição, que dá um peso significativo aos preços no atacado e ao câmbio (via commodities), torna o IGP-M um índice bastante volátil.
Em períodos de alta do dólar ou de preços de matérias-primas, o IGP-M pode disparar, como aconteceu em 2020 e 2021, gerando reajustes exorbitantes e insustentáveis para muitos inquilinos.
Por outro lado, em cenários de estabilidade ou deflação, como o observado em 2025, o índice pode apresentar variações negativas, o que significa que o aluguel não sofreria aumento ou até mesmo poderia ser reduzido, dependendo da negociação.
Em 2025, o IGP-M registrou uma variação negativa de -1,05% no acumulado até dezembro, e em janeiro de 2026, o reajuste para contratos de fevereiro ficou em -0,91% .
Essa volatilidade, embora possa beneficiar o inquilino em alguns momentos, traz uma grande imprevisibilidade para ambos os lados do contrato.
IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): A inflação oficial
O IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é considerado o índice oficial da inflação no Brasil. Ele mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, abrangendo diversas áreas como alimentação, habitação, transporte, saúde e educação.
Por refletir de forma mais direta o custo de vida da população, o IPCA tende a ser mais estável e menos suscetível a grandes oscilações do que o IGP-M.
Nos últimos anos, o IPCA tem ganhado destaque e se tornado o índice preferido em novos contratos de aluguel, especialmente após os picos do IGP-M.
Sua estabilidade oferece maior previsibilidade para o inquilino, que consegue planejar melhor seus gastos, e para o proprietário, que tem uma correção mais alinhada à realidade econômica do país.
Em 2025, o IPCA fechou o ano com um acumulado de aproximadamente 4,46% , um valor que reflete a inflação geral sem os extremos que o IGP-M pode apresentar.
IVAR (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais): O índice específico do aluguel
O IVAR, também calculado pela FGV, é uma alternativa mais recente e que vem ganhando espaço por ser um índice criado especificamente para o mercado de aluguéis residenciais.
Diferente do IGP-M e do IPCA, que medem a inflação de forma mais ampla, o IVAR se baseia nos valores reais de contratos de locação (tanto novos quanto reajustados) em quatro grandes capitais brasileiras:
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Isso significa que ele reflete de forma mais precisa a dinâmica de oferta e demanda do setor imobiliário.
Uma das principais vantagens do IVAR é a sua menor volatilidade em comparação com o IGP-M, oferecendo uma correção mais alinhada à realidade do mercado de aluguéis.
Em 2025, o IVAR acumulou uma alta de 8,85% em 12 meses até dezembro. Já em janeiro de 2026, o índice subiu 0,65%, com o acumulado de 12 meses atingindo 5,62% .
Essa variação, embora maior que a do IPCA, ainda é considerada mais estável e representativa para o setor de locações do que o IGP-M, que pode sofrer influências de fatores externos ao mercado imobiliário.
Para facilitar a visualização das diferenças, confira a tabela comparativa abaixo:
Característica | IGP-M (FGV) | IPCA (IBGE) | IVAR (FGV) |
Foco | Inflação geral (atacado, consumo, construção) | Inflação oficial (custo de vida do consumidor) | Variação de aluguéis residenciais |
Composição | IPA (60%), IPC (30%), INCC (10%) | Cesta de produtos e serviços de consumo | Valores de contratos de aluguel reais |
Volatilidade | Alta (sensível a dólar e commodities) | Baixa a moderada (mais estável) | Moderada (reflete dinâmica do mercado imobiliário) |
Previsibilidade | Baixa | Alta | Média a alta |
Acumulado 2025 | -1,05% (até dez) | ~4,46% (até dez) | 8,85% (até dez) |
Vantagens | Tradicional, abrangente | Estável, reflete custo de vida, previsível | Específico para aluguel, menos volátil que IGP-M |
Desvantagens | Alta volatilidade, pode gerar conflitos | Pode não refletir totalmente o mercado imobiliário | Mais recente, menos conhecido que IGP-M e IPCA |
Qual índice de reajuste de aluguel escolher? Guia de Decisão
A escolha do qual índice de reajuste de aluguel ideal é uma decisão estratégica que deve levar em conta o perfil de cada parte e o cenário econômico.
Não existe uma resposta única, mas sim a mais adequada para cada situação. Vamos analisar as perspectivas:
Perspectiva do Proprietário: Proteção do patrimônio vs. risco de vacância
Para o proprietário, o principal objetivo é proteger o valor do seu investimento e garantir que o rendimento do aluguel acompanhe a inflação. Historicamente, o IGP-M era visto como o melhor protetor, mas sua alta volatilidade recente mostrou que ele pode ser uma faca de dois gumes.
Um reajuste muito alto pode levar à vacância do imóvel, enquanto um reajuste negativo pode desvalorizar o patrimônio.
- IGP-M:
Pode oferecer ganhos significativos em cenários de alta inflação e dólar valorizado, mas também pode gerar perdas ou vacância em períodos de deflação ou alta. É uma aposta de alto risco e alto retorno.
- IPCA:
Oferece uma correção mais estável e previsível, protegendo o valor real do aluguel sem assustar o inquilino com aumentos desproporcionais. É uma escolha mais conservadora e que favorece a longevidade do contrato.
- IVAR:
Por ser específico do mercado de aluguéis, o IVAR pode ser uma excelente opção para o proprietário que busca uma correção mais justa e alinhada à realidade do setor imobiliário, sem as distorções causadas por outros fatores econômicos. Ele reflete a valorização real dos aluguéis.
Perspectiva do Inquilino: Previsibilidade financeira vs. valor de mercado
Para o inquilino, a previsibilidade financeira é a chave. Saber quanto o aluguel pode aumentar anualmente permite um melhor planejamento do orçamento doméstico. Reajustes muito altos podem comprometer as finanças e forçar a busca por um novo imóvel, gerando custos e transtornos.
- IGP-M:
Embora possa apresentar deflação, a imprevisibilidade de picos de alta torna o IGP-M uma opção arriscada para o inquilino, que pode se ver diante de aumentos insustentáveis.
- IPCA:
É geralmente a opção mais segura para o inquilino, pois reflete a inflação oficial e tende a ter variações mais moderadas. Isso garante maior previsibilidade e evita surpresas desagradáveis no orçamento.
- IVAR:
Embora possa ter variações maiores que o IPCA, o IVAR ainda oferece uma previsibilidade razoável, pois está diretamente ligado ao mercado de aluguéis. É uma opção mais justa para o inquilino que busca um valor de aluguel alinhado à realidade do setor.
Cenário Atual (2026): O que os números de 2025 nos dizem sobre a escolha para este ano
O ano de 2025 trouxe um cenário interessante para a escolha do índice. Enquanto o IGP-M registrou deflação, o IPCA e o IVAR apresentaram variações positivas. Isso reforça a importância de uma análise cuidadosa:
- IGP-M negativo:
Para contratos que usam o IGP-M, o reajuste pode ser nulo ou até mesmo negativo, o que é vantajoso para o inquilino. No entanto, essa deflação não garante que o índice se manterá baixo no futuro, e a volatilidade ainda é um fator de risco.
- IPCA e IVAR positivos:
Esses índices continuam a refletir a inflação e a valorização do mercado de aluguéis, respectivamente. Para proprietários, eles garantem a correção do valor do aluguel, e para inquilinos, oferecem uma previsibilidade maior do que o IGP-M.
Diante desse cenário, a tendência é que o IPCA e o IVAR continuem sendo as opções mais buscadas para novos contratos e renegociações, devido à sua maior estabilidade e representatividade do mercado.
No entanto, a decisão final deve ser sempre fruto de um diálogo aberto e transparente entre as partes.
Checklist: 5 critérios para decidir o índice ideal
Para te ajudar a tomar a melhor decisão sobre qual índice de reajuste de aluguel escolher, preparamos um checklist com os principais critérios a serem considerados.
Lembre-se que a escolha ideal é aquela que equilibra os interesses de proprietários e inquilinos, promovendo um relacionamento duradouro e sem conflitos.
1. Estabilidade vs. Potencial de Ganho
- Priorize a estabilidade (IPCA ou IVAR):
Se a previsibilidade é fundamental para você (seja inquilino ou proprietário que busca evitar vacância), índices mais estáveis como o IPCA ou o IVAR são mais indicados. Eles oferecem uma correção mais gradual e alinhada à realidade econômica.
- Considere o potencial de ganho (IGP-M com cautela):
Se o proprietário está disposto a assumir mais riscos em busca de um potencial de ganho maior em cenários de alta inflação, o IGP-M pode ser considerado, mas sempre com a consciência da sua alta volatilidade e do risco de deflação ou vacância.
2. Perfil do Imóvel (Residencial vs. Comercial)
- Imóveis Residenciais (IPCA ou IVAR):
Para locações residenciais, onde o inquilino é uma pessoa física e a previsibilidade do orçamento é crucial, o IPCA e o IVAR são geralmente as melhores escolhas. O IVAR, em particular, é desenhado para este segmento.
- Imóveis Comerciais (IGP-M ou negociação):
Em contratos comerciais, especialmente de longo prazo ou para grandes empresas, o IGP-M ainda pode ser utilizado, mas é cada vez mais comum a negociação de índices específicos ou a adoção de outros indicadores que reflitam melhor o setor de atuação da empresa.
A flexibilidade é maior nesse tipo de contrato.
3. Capacidade de Negociação
- Diálogo aberto:
A melhor escolha é sempre aquela acordada entre as partes. Proprietário e inquilino devem conversar abertamente sobre suas expectativas e preocupações em relação ao reajuste.
Uma negociação transparente fortalece o relacionamento.
- Flexibilidade:
Esteja aberto a ceder em alguns pontos para chegar a um consenso. Um contrato equilibrado é mais vantajoso a longo prazo do que um que favorece apenas uma das partes e gera insatisfação.
4. Histórico Recente dos Índices
- Analise o passado, projete o futuro:
Consulte o histórico dos índices nos últimos anos. Embora o passado não garanta o futuro, ele oferece insights sobre a volatilidade e a tendência de cada indicador. Em 2025, por exemplo, o IGP-M negativo foi um alerta para muitos proprietários e inquilinos.
- Cenário econômico:
Acompanhe as projeções econômicas para o país. Fatores como taxa de juros, inflação e crescimento do PIB podem influenciar o comportamento dos índices.
5. Segurança Jurídica e Apoio Profissional
- Contrato claro:
Certifique-se de que o contrato de locação especifique claramente qual índice será utilizado, a periodicidade do reajuste e a forma de cálculo. A clareza evita dúvidas e conflitos futuros.
- Assessoria especializada:
Não hesite em buscar o apoio de profissionais especializados, como uma imobiliária de confiança ou um advogado imobiliário. Eles podem oferecer orientação jurídica, auxiliar na negociação e garantir que o contrato esteja em conformidade com a legislação vigente.
A Sala de Estar Imóveis, por exemplo, oferece assessoria jurídica imobiliária e administração de locações, garantindo que seu contrato seja elaborado ou revisado com a máxima segurança.
Como renegociar o índice em contratos vigentes?
Mesmo com a escolha cuidadosa do índice no início do contrato, o cenário econômico pode mudar, e o índice que parecia ideal pode se tornar um problema. Nesses casos, a renegociação é uma ferramenta poderosa para manter o equilíbrio do contrato e a boa relação entre proprietário e inquilino.
Dicas para uma conversa amigável entre as partes
- Transparência:
Seja transparente sobre suas preocupações e expectativas. Explique os motivos pelos quais você deseja renegociar o índice, apresentando dados e argumentos claros.
- Empatia:
Tente se colocar no lugar do outro. O proprietário busca proteger seu investimento, e o inquilino busca um aluguel justo e previsível. Encontrar um ponto de equilíbrio é essencial.
- Proponha alternativas:
Não se limite a pedir a mudança do índice. Pesquise e proponha alternativas, como a adoção do IPCA ou IVAR, ou até mesmo um acordo de reajuste fixo por um período determinado, se for do interesse de ambos.
- Documente tudo:
Qualquer acordo de renegociação deve ser formalizado por meio de um aditivo contratual, garantindo a segurança jurídica para ambas as partes.
O papel da imobiliária como mediadora
Em muitos casos, a imobiliária atua como uma mediadora neutra e experiente, facilitando a comunicação e a negociação entre proprietário e inquilino. Profissionais do setor possuem conhecimento do mercado e das melhores práticas, podendo oferecer soluções que atendam aos interesses de ambos.
A Sala de Estar Imóveis, com sua expertise em locação e administração de imóveis, pode ser um parceiro valioso nesse processo, transformando um potencial conflito em uma solução amigável.
Quando a assessoria jurídica se torna essencial
Em situações mais complexas, onde as partes não conseguem chegar a um acordo ou quando há dúvidas sobre a legalidade de alguma cláusula, a assessoria jurídica imobiliária se torna indispensável.
Um advogado especializado pode analisar o contrato, orientar sobre os direitos e deveres de cada parte, e buscar soluções legais para o impasse. A intervenção jurídica, quando necessária, garante que a renegociação ocorra dentro dos parâmetros legais, protegendo os interesses de todos e evitando litígios futuros.
Conclusão
A escolha do qual índice de reajuste de aluguel é uma das decisões mais importantes em um contrato de locação. Ela impacta diretamente a saúde financeira de proprietários e inquilinos, e a longevidade do relacionamento entre eles.
Como vimos, o mercado oferece diferentes opções IGP-M, IPCA e IVAR cada uma com suas particularidades, vantagens e desvantagens. A chave para uma escolha bem-sucedida reside na informação, no diálogo e na busca por um equilíbrio que atenda aos interesses de todos.
Ao entender as diferenças entre os índices, analisar o cenário econômico e utilizar um checklist de critérios, você estará mais preparado para tomar uma decisão consciente. Lembre-se que um contrato de aluguel não é apenas um documento legal, mas a base de um relacionamento.
Um índice de reajuste adequado é um passo fundamental para garantir que esse relacionamento seja pautado pela transparência, previsibilidade e confiança. Não deixe a escolha do índice de reajuste ao acaso. Proteja seu investimento, garanta sua tranquilidade e evite dores de cabeça futuras.
Se você é proprietário e busca uma administração de locação sem preocupações, ou inquilino que precisa de suporte jurídico para elaborar ou revisar seu contrato com o índice de reajuste adequado, a Sala de Estar Imóveis está aqui para te ajudar.
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